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Valentino Rossi já tinha garantido o estatuto de lenda antes mesmo da
conquista do título da MotoGP deste ano em Sepang, mas a confirmação
do nono título, em todas as classes da Motovelocidade, aumentou ainda
mais seu prestígio.
Estamos começando uma série, que colocaremos neste mesmo espaço,
contando um pouco de cada uma dessas conquistas. Vamos à primeira de
todas elas:
Primeiro Campeonato, nas 125cc:
Passaram-se já 14 temporadas desde que o italiano estreou nas 125cc, e
foi nessa mesma categoria que conquistou o primeiro Campeonato do
Mundo no ano de 1997, quando tinha 18 anos de idade.
Em sua segunda campanha Rossi venceu 11 Grandes Premios – foram 13
pódios no total – e garantiu o título correndo com a Aprilia.
Foi em Brno, onde terminou em terceiro atrás de Noboru Ueda e Tomomi
Manako, que Rossi foi coroado Campeão de 1997, de forma bem
antecipada, quando ainda faltavam três corridas para o final da
temporada.
A celebração do jovem italiano deu uma ideia do que estaria para vir
ao correr nas pistas com um número 1 gigante preso às suas costas.
Valentino Rossi tinha apenas chegado. Muito mais estaria ainda por
vir...
O Título de Rossi nas 250cc
Valentino Rossi precisou de uma temporada para se acostumar às 250cc,
tal como já tinha acontecido nas 125cc, antes de garantir o Campeonato
do Mundo, mas na temporada de estreia na categoria intermédia o vice-
campeonato foi um resultado impressionante na primeira tentativa de
levar a taça.
Tendo terminado em segundo atrás de Loris Capirossi em 1998, no ano
seguinte Rossi bateu o compatriota italiano – que terminou em terceiro
na geral – com Tohru Ukawa ficando em segundo.
O Rio de Janeiro foi o local onde Rossi obteve o segundo Campeonato do
Mundo, isto numa temporada onde somou nove vitórias e um total de 12
pódios com a moto da Aprilia. Ao terminar a corrida de Jacarepaguá na
primeira posição, com Ukawa e Capirossi completando o pódio, Rossi
tornou-se campeão com uma prova de antecipação.
Para dar mais força à sua crescente reputação, os festejos do jovem de
20 anos foram com um “Anjo da Guarda” em sua moto.
O terceiro título de Rossi - no fim das 500cc na MotoGP
Quando Valentino Rossi chegou à categoria máxima da Motovelocidade já
tinha criado um padrão e não se tratava apenas de vitórias.
Tal como tinha feito nas 125cc e nas 250cc, o homem de Tavullia
necessitou apenas de uma temporada na categoria antes de conquistar o
Mundial no segundo ano.
A entrada de Rossi nas 500cc com a Honda viu-o lutar diretamente com
Max Biaggi e a rivalidade entre ambos foi memorável. Terminando em
segundo na temporada de estreia, um lugar à frente de Biaggi, Rossi
conquistou o Campeonato no ano seguinte, com os compatriotas italianos
Biaggi e Loris Capirossi em segundo e terceiro, respectivamente.
Garantindo o título de 2001 em Phillip Island com uma vitória e
batendo Biaggi sobre a linha de chegada por apenas 0,013s, a temporada
de Rossi com 11 vitórias (13 pódios no total) fez dele o último
Campeão do Mundo de 500cc da história com duas corridas ainda pela
frente e marcou ainda o início de uma sequência de cinco títulos
consecutivos na categoria principal.
Os anos Honda de Rossi
O ano de 2002 foi o primeiro das motos com motores de 4 tempos na
MotoGP, mas isto não fez nenhuma diferença para Valentino Rossi, que
continuou vitorioso na nova era da categoria máxima da Motovelocidade,
depois de ter conquistado o Campeonato do Mundo das 500cc na temporada
anterior.
O segundo título dentro de uma sequência de cinco consecutivos, na
categoria máxima, para Rossi surgiu no Rio de Janeiro, numa temporada
em que Rossi somou 11 vitórias e esteve no pódio em 15 das 16 corridas
disputadas – a única exceção foi o GP disputado em Brno.
A temporada seguinte seria a última de Rossi com a Honda e terminou a
ligação com muito estilo ao terminar no pódio em todas as corridas de
2003.
Pelo caminho venceu nove corridas, garantindo o título em Sepang
(Malásia) com um desses triunfos e o lema das suas celebrações
foi “Condenado a vencer”.
Os anos Yamaha de Rossi
A mudança da Honda para a Yamaha não atrapalhou o ritmo de vitórias de
Rossi, já que ele garantiu desde logo os quarto e o quinto títulos na
categoria máxima da Motovelocidade, agora com a Yamaha.
Sem perder tempo na adaptação ao protótipo Yamaha, Rossi ganhou a
primeira corrida de MotoGP na temporada de 2004 com a sua nova máquina
em Welkom e somou 11 pódios – incluindo nove vitórias – a caminho da
glória. “Que espectáculo” foi o slogan na sua camiseta quando
conquistou o título em Phillip Island.
No ano seguinte ganhou mais uma coroa e apresentou mais uma memorável
festa. A Branca de Neve e os Sete Anões juntaram-se a Rossi na pista
de Sepang para o ajudarem a celebrar o sétimo título Mundial numa
temporada em que somou 11 vitórias.
“Desculpem o atraso” foi o lema da festa em Motegi em 2008, com Rossi
recuperando o título depois de dois anos em que batido por Nicky
Hayden e por Casey Stoner, respectivamente. Nove vitórias e um total
de 13 pódios são os números que o levaram ao oitavo Campeonato do
Mundo.
Aos 30 anos o sucesso parecia não se afastar de Rossi, com o italiano
lutando diretamente com o competitivo rival e companheiro de equipe
Jorge Lorenzo ao longo de 2009 para garantir o nono título Mundial em
Sepang com o slogan desta vez sendo “Galinha velha dá boa sopa.”
Mas a temporada de 2010 praticamente começou com uma forte queda de
Rossi, no GP de Le Mans (França), que o manteve afastado das pistas
por quatro GPs, e sofrendo ainda dores no ombro ferido por toda a
temporada. Mesmo assim ainda assegurou a terceira colocação final.
Os anos Ducati de Rossi
A mudança da Yamaha para a Ducati aconteceu perto do final da
temporada de 2010. Os anos Ducati de Rossi, que começarão em 2011, com
o piloto já atingindo a idade de 32 anos (16 de fevereiro), são uma
completa incognita.
Primeiro por que a Ducati não está no mesmo nível da Yamaha ou da
Honda, segundo porque Rossi ainda sente dores em seu ombro, tanto que
declarou no início do ano, que perdia quase 0,5s por volta, por causa
das dores.
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