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CART RECORRE A DIAGNÓSTICO MÉDICO PARA CANCELAR O GP TEXAS 600
Depois de muita confusão, o GP do Texas de Champ Car foi cancelado
neste domingo quatro horas antes do horário marcado para a largada,
oficialmente por ordem médica. A Cart recorreu ao diagnóstico de Steve
Olvey, diretor médico da entidade, para justificar a não realização
da prova. Olvey garantiu que os pilotos não suportariam a ação da
força da gravidade no oval do Texas Motor Speedway a velocidades que
poderiam chegar a 380 km/h em média. Um diagnóstico especializado que,
entretanto, não tira a força do movimento dos pilotos, fator decisivo
para o cancelamento da prova.
A "rebelião’’ começou pela manhã, no briefing que ocorre nos
dias de GP. Normalmente, a reunião entre os pilotos é rápida. Desta
vez, foi diferente. O encontro prolongou-se por quase duas horas e, na
saída, os pilotos, mesmo sem quer dar declarações, demonstravam no
semblante irritação e apreensão. Era o final de que a prova estava
ameaçada.
Naquela altura, o treino de aquecimento já estava atrasado em mais de
uma hora. Mas nada de os pilotos irem à pista, apesar da intensa
negociação da Cart com os donos de equipes. Pressionada, e diante do
diagnóstico contundente de Olvey, a entidade não teve alternativa a
não ser cancelar o GP.
O problema, que vinha sendo apontado por Olvey desde sábado, é que na
pista da cidade texana de Fort Worth, que tem inclinação de 24 graus
nas curvas, um piloto não suportaria mais de 30 voltas a velocidades
médias de 380 km/h. "Em uma pista tão inclinada como esta, a
aceleração lateral do carro é muito grande. É o que chamamos de
força G, que pressiona o piloto contra o chão. Um ser humano só
suporta aceleração lateral de 4,5 g e aqui, o piloto percorreria 600
quilômetros a 4,33 g. Seria um risco muito grande, já que o sangue só
atinge uma parte do cérebro, e o piloto teria sonolência e
tontura´´, disse Olvey.
Nos treinos de sexta-feira e sábado, aliás, vários pilotos sentiram
esses sintomas, o que alarmou Olvey. "Recorri até a um médico da
Nasa, pois nunca havia visto nada parecido. E conclui que não seria
possível expor os pilotos. A segurança vem em primeiro lugar’’,
disse Olvey. "É uma decisão muito difícil, mas todos,
organizadores, patrocinadores, donos de equipe e pilotos, concordamos
que não se pode correr riscos absurdos. Por isso, tivemos a coragem de
cancelar a prova’’, acrescentou Kirk Russell, vice-presidente da
Cart.
Não sem antes fazer de tudo para realizá-la. Pela manhã, a entidade
determinou que as asas traseiras dos carros poderiam ter a altura
modificada, para dar mais aderência, e reduziu a pressão do turbo para
de 39 para 36 polegadas. Com isso, esperava reduzir a velocidade.
Também estava disposta a adotar bandeira amarelas a cada 25 voltas,
para reduzir a velocidade e "oxigenar’’ o cérebro dos pilotos.
O problema é que isso interferiria diretamente no andamento da corrida.
O GP estava condenado.
O cancelamento, obviamente, trouxe alívio aos pilotos. "O problema
neste pista é que o corpo humano não suporta a força vertical e
lateral a que seria exposto. Esse tipo de pista não é para carros da
Indy’’, disse Cristiano da Matta, da Newman-Haas, líder do
campeonato com 37 pontos. Christian Fittipaldi, seu companheiro de
equipe, fez coro. "Não se trata de medo de correr, mas quando
você percorre 30 voltas a 370, 380 km de média e fica tonto, alguma
coisa está errado’’, afirmou.
O norte-americano Michael Andretti, que ao lado de Bryan Herta
representou os pilotos no anúncio oficial do cancelamento, também foi
duro. "Eu tive uma experiência ruim nesta pista. E não gosto
disso’’, falou. Andretti, que ontem completaria 273 GPs e empataria
com Al Unser Jr. como o piloto com maior número de largadas na
categoria, tinha classificado, no sábado, o oval do Texas como a pior
pista em que já esteve.
A Cart só foi perdoada das perguntas sobre a razão de não se ter
constatado o problema da força da gravidade quando o sueco Kenny Brack
testou na pista, em fevereiro. A explicação é que ele andou com a
pista suja e, portanto, mais lenta. Assim, atingiu média de 347,5 km/h,
que, dizem os pilotos, seria suportável.
A etapa do Texas é a segunda da temporada a ser cancelada. A primeira
foi a do Brasil, por falta de acordo financeiro entre a prefeitura do
Rio e os organizadores. Assim, das quatro etapas que deveriam ter sido
realizadas até agora, só duas aconteceram.
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PILOTOS BOICOTAM A PROVA DO TEXAS - A PROVA DEVE SER CANCELADA
Em reunião que aconteceu antes do treino de
aquecimento da manhã de domingo, o warm-up, os pilotos da CART decidiram
boicotar o GP do Texas, terceira etapa do campeonato da Fórmula Indy-Cart.
O motivo é a falta de segurança do circuito. Os pilotos decidiram tomar
a decisão em conseqüência dos acidentes envolvendo os brasileiros
Mauricio Gugelmin, da PacWest, e Cristiano da Matta, da Newman-Haas.
Mauricio Gugelmin, bateu forte e se machucou no treino de sexta-feira.
Chegou a ser levado para um hospital na região. O piloto acabou sendo
impedido de participar da prova. No treino livre de sábado, foi a vez de
Cristiano da Matta também bater forte. Por sorte, o brasileiro saiu ileso
do acidente. Alguns especialista disseram que a pista inclinada do Texas
é muito perigosa e que os pilotos precisam ter muita atenção e
concentração o tempo todo da prova. Segundo eles, a força da ação da
gravidade e a grande inclinação da pista podem fazer o piloto perder
concentração, sentir tonturas e um pouco de sonolência. A decisão dos
pilotos foi tomada em reunião um pouco antes das 12 horas, quando teria
início o warm-up.
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Tempos do
Treino de Classificação para a Corrida de 2.001
| Pos. |
Piloto |
Car# |
País |
Equipe |
Chassis |
Motor |
Tempo
(s) |
| 1º |
Kenny Brack |
8 |
SUE |
Team Rahal |
Lola |
Cosworth |
22,854 |
| 2º |
Patrick Carpentier |
32 |
CAN |
Player´s Forsythe |
Reynard |
Cosworth |
22,864 |
| 3º |
Oriol Servia |
22 |
ESP |
Sigma |
Lola |
Cosworth |
22,900 |
| 4º |
Bryan Herta |
77 |
EUA |
Zakspeed |
Reynard |
Cosworth |
22,931 |
| 5º |
Shinji Nakano |
52 |
JAP |
Fernandez Racing |
Reynard |
Honda |
22,988 |
| 6º |
Alex Zanardi |
66 |
ITA |
Mo Nunn |
Reynard |
Honda |
23,003 |
| 7º |
Gil de Ferran |
1 |
BRA |
Penske |
Reynard |
Honda |
23,067 |
| 8º |
Alexandre
Tagliani |
33 |
CAN |
Player´s Forsythe |
Reynard |
Cosworth |
23,077 |
| 9º |
Christian
Fittipaldi |
11 |
BRA |
Newman-Haas |
Lola |
Toyota |
23,079 |
| 10º |
Paul Tracy |
26 |
CAN |
Kool Green |
Reynard |
Honda |
23,097 |
| 11º |
Cristiano da Matta |
6 |
BRA |
Newman-Haas |
Lola |
Toyota |
23,105 |
| 12º |
Adrian Fernandez |
51 |
MEX |
Fernandez Racing |
Reynard |
Honda |
23,116 |
| 13º |
Michel Jourdain Jr. |
16 |
MEX |
Bettenhausen |
Lola |
Cosworth |
23,120 |
| 14º |
Tony Kanaan |
55 |
BRA |
Mo Nunn |
Reynard |
Honda |
23,142 |
| 15º |
Nicolas Minassian |
12 |
FRA |
Chip Ganassi |
Lola |
Toyota |
23,146 |
| 16º |
Dario Franchitti |
27 |
ESC |
Kool Green |
Reynard |
Honda |
23,165 |
| 17º |
Massimiliano Papis |
7 |
ITA |
Team Rahal |
Lola |
Cosworth |
23,176 |
| 18º |
Michael Andretti |
39 |
EUA |
Team Motorola |
Reynard |
Honda |
23,215 |
| 19º |
Hélio Castroneves |
3 |
BRA |
Penske |
Reynard |
Honda |
23,292 |
| 20º |
Scott Dixon |
18 |
NZE |
PacWest |
Reynard |
Toyota |
23,319 |
| 21º |
Bruno Junqueira |
4 |
BRA |
Chip Ganassi |
Lola |
Toyota |
23,373 |
| 22º |
Jimmy Vasser |
40 |
EUA |
Patrick Racing |
Reynard |
Toyota |
23,479 |
| 23º |
Tora Takagi |
5 |
JAP |
Walker Racing |
Reynard |
Toyota |
23,533 |
| 24º |
Roberto Pupo
Moreno |
20 |
BRA |
Patrick Racing |
Reynard |
Toyota |
23,580 |
| 25º |
Max Wilson |
25 |
BRA |
Arciero Brooke |
Lola |
Mercedes |
24,308 |
| 11º |
Maurício Gugelmin |
17 |
BRA |
PacWest |
Reynard |
Toyota |
NQF |
2001
Histórico
Pista
Texas Motorsports
Veja também: A Situação do Campeonato
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